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Mostrando postagens com o rótulo Dança e Invenção

Tudo é mistura?

Loie Fuller (litogravura, 1893) Obras de dança são compostas de conteúdos plurais, comunicados pela transmissão de metáforas  Corporais, em diferentes performances. Desde sempre produto de misturas, a discussão sobre sua estrutura, estudo e fruição híbridos (mestiços, miscigenados) alarga-se no pós-moderno das artes, constituindo bases para um debate contemporâneo que toma o espaço anteriormente ocupado pela constatação da “diversidade entre diferentes” (NAVAS, 1999). Tratei do tema em pesquisa de doutorado, parte dele publicado em “Dança e Mundialização da Cultura, políticas culturais no eixo Brasil-França”, apontando para discursos sobre a “diversidade” como portadores da pátina da “camuflagem”. Sob eles, obras restam escondidas na embalagem sedutora do diverso. Como no problematizado em artigo sobre a Aquarela do Brasil, bienal de dança temática sobre o Brasil, realizada em Lyon/França (1998). No texto, assinado no suíço Le Nouveau Quotidien, por Marie-Christine Vernay, à época ...

Memórias-corpo, corpo-território e dança-mídia

O que a dança tem a dizer? live do ciclo "Boca no trombone", maio 2020 Este texto começa por uma indagação a partir do tema que serviu de eixo do VI Colóquio Internacional de Etnocenologia - A voz do corpo, o corpo da voz: artes e ciências do espetáculo. As indagações: qual corpo e qual voz? Depois delas, uma questão. Qual corpo? Corpo de bailarinos, que são o primeiro território da dança, sendo a coreografia – discurso a se desenvolver no espaço, o segundo território deste campo estético. Qual voz? Na coreografia, a dança é voz, para nós ecoando – público à frente desta poderosa mídia presencial, prioritária e irredutivelmente, construída por metáforas corporais e não pela voz que estabelece poiesis mediante palavras. A questão? Melhor seria dizer questões: o que a dança tem a dizer? Como diz? E para quem? Quando realizei pós-doutorado na ECA/USP (2000-2002), após concluir doutorado (Comunicação/Semiótica/PUC/SP), as perguntas que subjaziam ao seu tema poderiam ser estas...

Do íntimo, do particular e do público: subsídios para a gestão em dança

Dança Frente-e-Verso (Inside Out), Mousonturm, Alemanha Como se estabelecem os fluxos entre a invenção, a criação, a produção e a difusão em dança, na articulação de diversas atividades profissionais? De onde surgem as "idéias da dança" e como elas logram chegar – como metáforas corporais-, frente às várias audiências contemporâneas. Como se inventa um bailarino? E como surge uma vocação em dança? Ao se ver alguém dançando na TV? Durante o carnaval? Vendo um homem que salta estampado em pôster de academia de dança, vislumbrado pela janela? Ou ainda na forma de uma quase revelação, expressa em frases como: “Quero ser esta moça que dança!” ou “Quero ser esta passista de frevo que acabo de ver na TV!”. Neste momento, estabelece-se uma empatia tão grande, que aponta para o “querer ser” uma bailarina de frevo, mas, para além disto, querer ser o frevo, querer ser a dança em si. O que torna uma bailarina e dança uma mesma coisa, um mesmo ente à frente de quem acaba ...